So Close No Matter How Far

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Ouvi essa música essa semana e até hoje ela ressoa em meus ouvidos. Aliás, como nunca ressoou antes. Estar perto definitivamente não é físico e é essa a essência desta música.

O quanto alguém pode estar perto de nós, dentro de nós, ainda que de nossa vida tenha partido. O quanto podemos sentí-la de tantas formas, lembrando do cheiro, do jeito, do que disse, do vivido… O quanto delas pode fazer transbordar em nós avalanches de sentimentos!

Ainda que distante, o coração e a alma possuem esse artifício de trazer para perto quem se foi. Às vezes delicioso artifício, outras tão cruel.

Delicioso porque quando amamos, esse ardil faz com que o ser amado em nós permaneça, em nós faça morada, enquanto ele vai bem ali no supermercado ou na padaria ou em uma viagem a trabalho. Ele vai mas ele fica.

Cruel porque quando acaba, essa retenção do outro se torna uma tortura. Porque agora a ausência não tem prazo de validade como antes, agora ele foi e não volta mais… Ele vai mas ele fica. E como demora pra ir embora da gente! Anda por nossos pensamentos, nos desperta a noite com aquele aperto no coração e vontade incontrolável de gritar o quanto se é incapaz de guardar tanto amor…

Outro pra receber? Não serviria. Esse amor tem dono, está empacotado e com nome timbrado, pronto pra ser entregue na porta do único que pode recebê-lo…

E caminha por nosso coração, e suas frases e sorrisos ressoam em nossos ouvidos, e o beijo molhado ainda está ali guardado.. Faz pirraça, nos derruba, e até brigamos com aquele ser que está alojado em nosso ser, brotam rios de lágrimas… Ele foi mas ele fica.

So close.

E onde ele está nesses momentos? Quão distante de nós fisicamente… Léguas. Tempos sem notícias, sem saber por onde anda. A mente até tenta reconstruir a rotina a que tivemos acesso um dia. Onde hoje? Onde está você agora, além de aqui dentro de mim?

Dinâmica só entendida pelos mistérios do coração.

Fazer a pessoa que um dia amamos partir de nós: processo longo e doloroso. Leva uma vida às vezes… Fazer o convite, pedir que saia, conduzir até a porta … Deixar que se vá! Agora de verdade… Ele se foi.

4 comentários em “So Close No Matter How Far”

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