O Tempo de Sálvia

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Outro dia ganhei um livro que fala do tempo. Tema inesgotável porque é com ele que nos deparamos todos os dias. É nele que tecemos a teia de nossas alegrias e também de nossas amarguras e marcas. É nele que construímos nossa história.

O que deixamos pra trás ou acabou ficando por lá, os sentimentos do agora, as projeções e expectativas ainda a serem construídas num tempo que, acredita-se, virá. Tudo junto e misturado a nos condicionar. Ou elevar. Depende das escolhas. De novo elas: as expectativas e as escolhas.

Pois bem, o livro fala do Cronos, tempo do homem, e do Kairós, tempo de Deus. Kairós é um tempo especial, reservado por Ele para nós e que quase nunca chega quando a gente quer. Mas quando se menos espera.

O nosso desejo acontece no Cronos, é nele que queremos viver o que o coração grita. Mas eis que Ele diz: aguarda! E veem as perguntas, as lágrimas, a dor e a incerteza natural de qualquer processo de espera.

Mas um dia o Kairós chega, e naturalmente o novelo de lã se desenrola; o tempo muda as circunstâncias, aproxima quem estava longe e as palavras são finalmente ditas.

Esperança… Vem de esperar! Desejaram-me isso no fim do ano que passou. E eu queria ter esperança em tantas coisas… Mas não queria esperar. Pois bem, cá estou eu concluindo que ter esperança é mais do que esperar.. É saber esperar, é entender a espera e ver o fruto amadurecer com serenidade… Ter esperança é esperar com sabedoria pelas respostas que só o Kairós pode nos dá.

6 comentários em “O Tempo de Sálvia”

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