Juntos e misturados

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Se você ainda não viu “Juntos e Misturados”, precisa ver! Um filme que, pretendendo ser apenas uma comédia romântica, nem percebe que vai além.

Numa estória permeada pelo humor, fala de ausências muito sentidas; com leveza, fala de relações desfeitas e corações despedaçados; na descontração, diz de espaços que podem ser preenchidos novamente.

Pretendendo ser superficial, erra: é profundo. Desejando ser engraçado, erra: emociona. Sonhando em falar de relações familiares, erra: ensina a lidar com dramas internos. Erra feio, mas erra bonito demais.

Hoje se vive muito a realidade de familiares desfeitas e de outras tantas que surgem desses destroços. Mosaicos familiares: partes daqui e dali que acabam por formar um todo homogêneo e – por quê não dizer? –  mais feliz.

Mulheres que encontram no novo parceiro, a presença de um pai que se foi ou que finge que ainda está por ali.

Homens que resgatam a alegria após a tristeza do lar desfeito, encontrando na nova companheira aquela que pode também fazer companhia a seus filhos – no salão ou no estádio de futebol.

Meninos e meninas que acolhem mais um pai. Meninos e meninas que ganham uma segunda mãe. Corações reconstruídos. Espaços preenchidos depois do vazio.

O filme fala de tudo isso e mais: faz você alternar entre o riso e o choro durante as quase duas horas de projeção. Em alguns momentos, você já nem sabe de ri ou se chora.

Esse poderia ser o filme da minha vida. Talvez por isso ele tenha me dito tanto. Porque eu também quero aquilo pra mim,  eu também quero uma semana na África  para me misturar e viver um tempo de descobertas e de sintonia, de esperanças e corações refeitos. E como eu, quantos mais?

Juntos e Misturados nos ensina esse caminho, o caminho da reconstrução. Entre lágrimas e sorrisos, todos podemos chegar lá, todos podemos e merecemos a segunda chance de ser e fazer feliz.

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