Algemas Rompidas

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Em 27/05/2013 Algemas rompidasÁs vezes acontece assim: por razões diversas e motivos dos mais variados, a gente se pega em umas situações de sofrimento na vida e não larga mais. Algum gatilho interno dispara e a gente estabelece uma relação de apego com aquilo. Pronto! Fica ali. A situação ás vezes até já passou, ou estabilizou-se, não tem mais jeito, mas a gente não passa a situação. Se acorrenta nela, finca o pé e coloca algemas nos próprios pulsos. Pode ser uma palavra dita por alguém, uma atitude que julgamos imperdoável, uma relação que terminou com um nó na garganta, a escolha do outro que nos fere, uma insatisfação com algo em nossa vida, emprego errado, auto estima lá embaixo, pode ser tanta coisa... o homem é o homem e suas circuntâncias, como diria José Ortega y Gasset. E o tempo passa, os dias se vão, as luas trocam de fase, e você ali naquela estação, velando o defunto que já está até mal cheiroso. Claro que precisamos de um tempo pra digerir certas coisas, mas não falo disso. Falo da incapacidade, que às vezes nos assola, de perceber o quanto aquilo nos aprisiona, nos limita e paraliza para tudo, impedindo, inclusive, o natural caminhar da vida. Chega né? Troca o disco, muda de assunto, rasga a foto, apaga as mensagens, troca o tom, decide sair, beija o defunto e fecha o caixão! Solta as algemas, liberta tua alma, sai do cativeiro, vira as costas, abre espaço pro caminhar e caminha! Coração livre é coração mais leve e mais feliz!  

8 comentários em “Algemas Rompidas”

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  2. Andréa - 23 de junho de 2013 00:56

    Sabe Salvia, lendo sobre as algemas q nos colocamos, pensei nas algemas q, por diversas vezes, queremos colocar nos outros! Qntas vezes olhamos para alguém q passa por alguma situação na vida e o julgamos pelo tempo q sofreu diante daquela perda??? “Poxa, fulano já está com outro, qndo nem bem se separou?” ou “beltrano já está sorrindo qndo nem tem um mês de morte de sua mãe?” e por aí vai. Penso q nao devemos nos colocar algemas e também nos policiar para não querer que os outros usem, a liberdade, nossa e alheia, sempre será melhor para todos! Bjs

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  3. Carlos Retorno - 6 de junho de 2013 21:03

    Pensando bem em algemas e grilhões, há muitas coisas às quais precisamos nos algemar para não perder na correria dos relacionamentos superficiais e sem conteúdo.

    Muitas vezes precisamos limitar nossos próprios movimentos para não causar profunda dor a nós mesmos e a quem amamos. Isso é mais verdadeiro à medida em que o tempo e a idade nos impõem responsabilidades e temos q

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  4. Eduardo Ramalhosa - 4 de junho de 2013 17:14

    Não raras vezes, para romper essas algemas, precisamos imprimir força, seja instantânea ou continuada, mas, no geral, sempre ficarão as marcas dessa tentativa e, mesmo após libertos, precisamos ter capacidade de caminhar e quiçá predisposição para reaprender a caminhar.

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  5. Sigrid Edwards - 31 de maio de 2013 21:56

    O que dizer sobre as algemas que muitas das vezes fazemos questão de manter, mesmo que inconscientemente?
    Por isso precisamos de olhos alheios!? Vc bem sabe disso.
    Adorando seus textos!

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    1. Sálvia Haddad - 1 de junho de 2013 20:07

      Verdade, amiga… Olhos alheios e amorosos que ás vezes nos mostram o quanto estamos paralisados. Que bom que tá gostando.. Bjks

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  6. Carlos Retorno - 27 de maio de 2013 21:43

    Às vezes encontramos grilhões que rompemos na primeira tentativa de nos livrar. Outros precisam de 3 ou 4 forçadas antes que eles nos livrem. Há outros, ainda, que exigem verdadeiro esforço e persistência para que possamos parti-los.

    As piores algemas são as que nós mesmos atamos a nossos pulsos, quase sempre por medo, incerteza, dúvida, preconceito ou ignorância – às vezes a soma de todos esses ingredientes do fracasso. É preciso olhar para dentro para encontrar a chave dessas cadeias que limitam nossas ações e emoções.

    Não podemos desistir de ser feliz porque a vida nos atou as mãos com algemas – temos que continuar nos esforçando em busca de libertação.

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    1. Sálvia Haddad - 28 de maio de 2013 07:46

      Olhar para dentro, Carlos! Esse movimento nos permite encontrar o que nos prende! Belas palavras!

      Abços

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