A Ilha de Todos Nós

Posts

imageUm dia, conversava com um amigo recém-separado e, portanto, vivendo um turbilhão de emoções, e ele, em outras palavras, confessou não saber mais quem ele era. Compreendi o que quis dizer aquela frase tão significativa. A gente quando casa geralmente implementa ajustes para que a vida a dois funcione. E nesse movimento, as vezes acontece de alguém ir abrindo mão para não se indispor, calando-se pra viver em 'paz' e acaba se perdendo de si mesmo. Mas se são felizes, beleza! Agora, se a relação termina é que a porca torce o rabo. A vida a dois não deu certo e quando você se dá conta está nadando em mar aberto sem uma tábua de salvação. Você lembra que partiu da ilha do seu EU apenas com algumas bóias, que agora parecem ter sido levadas. E aí você se pergunta porque se afastou tanto de si e como poderá voltar... Alguns perguntarão: mas não devemos renunciar em nome do amor? Sim, meus queridos, devemos, pero no mucho. Distanciar-se demais de si mesmo pode ser um preço muito alto a se pagar. Perder a identidade é duro e o caminho de volta, tortuoso. E haja braçada no mar pra voltar à tal ilha. Chegando, apesar de cansados, reencontramo-nos com nós mesmos. Melhor reencontro do mundo: extremamente libertador, renovador e cheio de aprendizado! Então, eu aprendi que vale a pena ir até bem ali, dá uns bons mergulhos nas redondezas, nadar em volta de si. Mas abandonar a ilha do nosso EU e se lançar em mar aberto novamente? Isso nunca mais.

6 comentários em “A Ilha de Todos Nós”

  1. Andréa - 23 de junho de 2013 00:27

    Sabe Salvia, sempre fui mal interpretada por amigas mais apaixonadas qndo dizia q prezava a minha independência! Não q nunca tenha amado loucamente, sem me deixar levar algumas vezes pelas cegueiras da paixão, mas nunca me anulei por amor algum, ainda que sofresse por achar q deveria, não sei se vc me entende? Mas, após um relacionamento muito bom, que abriu meus olhos para o que eu, de fato, queria p mim, todo esse sentimento de dúvida que ainda existia em mim se aflorou totalmente que fui atrás de alguém q me completasse inclusive nesse ponto! Não queria alguém perdidamente apaixonado, q estivesse 100% à minha disposição! Não mesmo! Queria alguém q, qndo estivesse comigo estivesse intenso, mas q continuasse a nadar, cada um na sua raia!

    Responder
    1. Sálvia Haddad - 23 de junho de 2013 05:41

      É Andrea, o texto fala justamente disso! Entendo sim… Estar junto nunca foi e nem será sinônimo de ser um só! Obrigada pelo depoimento, querida! Bjs

      Responder
  2. Carlos Retorno - 17 de junho de 2013 22:38

    Se tornar uma ilha é um erro. Mesmo que o relacionamento dê certo sempre haverá uma relação de posse entre pessoas e isso faz muito mal.

    Uma pessoa que se anula em prol de um relacionamento ou de outra pessoa nunca será realmente feliz sozinha. E o primeiro passo para ser feliz a dois é ser feliz só.

    Responder
    1. Sálvia Haddad - 18 de junho de 2013 06:25

      Verdade, Carlos! Estar com alguém deve ser sempre para trannsbordar e não para preencher. Abços

      Responder
  3. Eduardo Ramalhosa - 15 de junho de 2013 09:45

    Minha amiga, o problema não está apenas em se lançar em mar aberto e sim, em meio ao naufrágio, esquecermos que somos exímios nadadores e se apegar ao primeiro tronco podre a fazer o esforço de nadar. A “natação”, por si só, oxina o cérebro, é uma ótima atividade cardiovascular e movimenta integralmente o corpo sem muito impacto!

    Responder
    1. Sálvia Haddad - 15 de junho de 2013 21:24

      Não é desta natação que falo, né Ramalhosa? rsrsrsrs… Mas, realmente, se apegar a qualquer tronco podre pode ser o nosso fim. Sei bem do que estás falando… Bjs

      Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *