A Ilha de Todos Nós

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imageUm dia, conversava com um amigo recém-separado e, portanto, vivendo um turbilhão de emoções, e ele, em outras palavras, confessou não saber mais quem ele era. Compreendi o que quis dizer aquela frase tão significativa.

A gente quando casa geralmente implementa ajustes para que a vida a dois funcione. E nesse movimento, as vezes acontece de alguém ir abrindo mão para não se indispor, calando-se pra viver em ‘paz’ e acaba se perdendo de si mesmo.

Mas se são felizes, beleza! Agora, se a relação termina é que a porca torce o rabo.

A vida a dois não deu certo e quando você se dá conta está nadando em mar aberto sem uma tábua de salvação. Você lembra que partiu da ilha do seu EU apenas com algumas bóias, que agora parecem ter sido levadas. E aí você se pergunta porque se afastou tanto de si e como poderá voltar…

Alguns perguntarão: mas não devemos renunciar em nome do amor? Sim, meus queridos, devemos, pero no mucho.

Distanciar-se demais de si mesmo pode ser um preço muito alto a se pagar. Perder a identidade é duro e o caminho de volta, tortuoso. E haja braçada no mar pra voltar à tal ilha. Chegando, apesar de cansados, reencontramo-nos com nós mesmos. Melhor reencontro do mundo: extremamente libertador, renovador e cheio de aprendizado!

Então, eu aprendi que vale a pena ir até bem ali, dá uns bons mergulhos nas redondezas, nadar em volta de si. Mas abandonar a ilha do nosso EU e se lançar em mar aberto novamente? Isso nunca mais.

6 comentários em “A Ilha de Todos Nós”

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